”I am here, as you are here, as you are me and we are all together”.
Faz mais de 30 anos que John Lennon (www.thebeatles.com) previa a interconectividade das relações e situações que o “novo mundo” criaria. Ele mesmo comentou que “I am the Walrus” faria sentido durante 100 anos e (definitivamente) está fazendo.
A Web formou – e ainda está formando – novos modelos culturais, novos padrões de relacionamentos e novos hábitos.
A quebra de paradigmas está obrigando grandes, médias e pequenas empresas a reformularem modelos tradicionais de gestão e produção. Basta avaliar, como exemplo, a queda nas vendas do mercado fonográfico causada pela crescente (e inevitável) utilização de programas para download de MP3. A música passará a ser de domínio público, twist and shout!
Ao mesmo tempo que alguns lutam (em vão) contra os novos modelos, o mercado começa a apontar para oportunidades. Oportunidades (e ameaças) que se materializam frente a qualquer tipo de mudança cultural, e com a Web não seria diferente. No momento que entregamos às mãos do usuário o poder de intervir, participar, expor e articular, passamos a desenhar um padrão de mídia no qual não existe diferenças. Uma mídia que não classifica mais pelo poder aquisitivo ou poder de relacionamentos, e que dá ao usuário a total liberdade de apresentar pontos de vista por meio de textos (bem ou mal escritos), imagens e áudio.
A exemplo disso temos o You Tube (www.youtube.com), blogs, Orkut (www.orkut.com), entre outras inúmeras ferramentas de interatividade, relacionamento e expressão. (Não faz 6 meses que um membro do Orkut, de um fã club do mundo real, entrou em contato comigo por telefone querendo comprar uma das comunidades criadas por mim, em homenagem a um músico. O valor proposto: R$ 3.000, present time. Que modelo é esse?!).
Todo esse cenário que está em formação aflige os tradicionais e deslumbra os contemporâneos. A tradição trata como ameaça, corre por mudanças e adaptações. O contemporâneo, como oportunidade. Mas a dúvida que permanece é: “O que fazer de bacana com tudo isso?”.
Eu estou aqui, você está aqui, eu sou você e nós estamos todos juntos. Esse é o grande e novo conceito de público-alvo. A frase criado por Lennon aponta para os novos modelos de negócio, para um target cada vez mais uniforme. Uniforme porque não tem rosto, não tem classe social e não se classifica mais nos valores tradicionais de Pesquisa de Mercado. Mais do que uma relação de compra e venda, a Internet apresenta uma relação de troca e difusão de informação. Informação que inevitavelmente chegará a todos, basta um clique. Uma relação complexa entre meio virtual e meio real que molda novos padrões sociais.
Qual a diferença entre o site da mercearia de bairro e da Microsoft? Apenas o endereço.
We are all together!!!